Tecnologia

Falhas críticas no PHP levam a suspensão preventiva de serviços; correções já estão disponíveis

Itabuna anunciou retirada temporária de aplicações do ar; atualização do PHP foi lançada na quarta-feira e não comprova que os sistemas tenham sido invadidos.

Fileiras de equipamentos de servidores em uma sala de centro de dados.
Equipamentos em centro de dados, em 04/11/2015. Foto ilustrativa de arquivo: Carl Lender/Wikimedia Commons — CC BY 2.0. A imagem não mostra um sistema afetado pelas falhas relatadas. Origem da fotografia. CC BY 2.0.

Falhas críticas no PHP, linguagem usada em sistemas e sites, motivaram medidas preventivas em serviços públicos brasileiros. A Prefeitura de Itabuna (BA) anunciou nesta quinta-feira (22) que retirará aplicações do ar para atualização.

O projeto PHP disponibilizou as correções na quarta-feira (21). As versões anunciadas como corrigidas são 8.5.12, 8.4.27, 8.3.36 e 8.2.35.

As vulnerabilidades podem permitir execução remota de código por requisições à web sem autenticação. A existência da falha, porém, não prova que um sistema tenha sido atacado ou que dados tenham vazado.

O que muda para o usuário

Em Itabuna, a prefeitura estimou até sete dias corridos de indisponibilidade para atualização e revisão. Entre as aplicações citadas estão serviços ligados ao Fundef, a processos seletivos e à CNH Social.

O comunicado municipal trata de uma suspensão preventiva. Ele não apresenta uma conclusão de invasão nem garante que todos os serviços voltarão antes do prazo estimado.

A Veja também relatou restrições em órgãos brasileiros. Essa cobertura aponta efeitos em serviços, mas não substitui um balanço técnico individual de cada instituição.

Correção nos servidores

A providência indicada pelo projeto PHP é aplicar as versões corrigidas. Medidas temporárias de mitigação não oferecem a mesma proteção de uma atualização completa.

A tarefa cabe aos responsáveis pelos servidores e aplicações. Quem encontra um serviço indisponível deve acompanhar os canais oficiais do órgão; instalar um aplicativo no próprio celular não corrige o servidor afetado.

As falhas receberam as identificações CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619.

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